Anaclécia da Rocha Costa
OS ESTADOS NACIONAIS E O CAPITAL TRANSNACIONAL: um limite absoluto do capital
Resumo
Esta dissertação analisa a relação entre os Estados nacionais e o capital transnacional como um dos limites absolutos do sistema do capital, na perspectiva de István Mészáros. O objetivo geral é apreender essa relação como um dos limites absolutos e como uma das formas de intervenção do Estado no combate aos efeitos da crise estrutural no capitalismo contemporâneo. Trata-se de pesquisa teórica, de caráter bibliográfico, fundamentada no materialismo histórico-dialético. Toma como referência central a obra Para além do capital, de Mészáros, em diálogo com autores da tradição marxista e o próprio Karl Marx. O percurso investigativo parte dos fundamentos da sociabilidade do capital enquanto sistema de controle que a tudo domina, além da consciência da relação dialética que existe entre economia e política. Em seguida, desvenda-se a origem do Estado e seu papel na sociedade, em especial na sociabilidade do capital na forma do Estado moderno. Por fim, evidencia-se um antagonismo estrutural entre a reprodução material do capital, transnacional em sua tendência prática, por outro lado, seu comando político permanece fragmentado em Estados nacionais, de modo que o capital global não dispõe de uma formação estatal correspondente. Além disso, afere-se que as chamadas corporações multinacionais dependem da proteção de seus Estados de origem. Conclui-se que essa relação inegável e incorrigível manifesta-se como um limite absoluto do capital que foi acionado a partir da crise estrutural do capital.
