Avaliação e Monitoramento PLE

Apresentação do Relatório de avaliação e monitoramento do PLE

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                    RELATÓRIO DO MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DO PERÍODO LETIVO
EXCEPCIONAL (PLE) NA FACULDADE DE SERVIÇO SOCIAL
1. APRESENTAÇÃO
A reunião conjunta do Colegiado de Graduação e Núcleo Docente Estruturante –
NDE, realizada no dia 22 de setembro de 2020, às 15:00h, por meio de videoconferência na
plataforma Google Meet, apreciou as propostas de encaminhamento para implantação do
Período Letivo Excepcional (PLE) na Faculdade de Serviço Social (FSSO), conforme
regulamentado pela Resolução CONSUNI Nº 34, de 8 de setembro de 2020 (publicada em
11/09/2020).
O debate que resultou nessas propostas foi realizado em diferentes momentos do mês
de setembro de 2020 e teve a participação de estudantes, docentes e técnicos administrativos.
O debate com os estudantes foi realizado 3 (três) dias após a publicação dessa Resolução.
Apresentamos, abaixo, a sequência e dias das reuniões realizadas pelo Colegiado e NDE da
Faculdade de Serviço Social no mês de setembro de 2020:
14/09/2020: Assembleia discente organizada pela representação estudantil da FSSO;
15/09/2020: Reunião extraordinária do Colegiado de Graduação, em conjunto com o NDE,
com objetivo de definir encaminhamentos para ampliação do debate na Unidade Acadêmica.
17/09/2020: Reunião de trabalho entre componentes do Colegiado e do NDE para construção
de uma proposta de organização do PLE para ser apreciada na reunião plenária convocada
pela Direção da FSSO.
18/09/2020: Reunião plenária da FSSO, com objetivo de ampliar a escuta de opiniões de
membros da comunidade acadêmica, a partir da exposição das possibilidades de organização
do PLE na Unidade Acadêmica definidas na reunião extraordinária de 15/09 e apresentação
de propostas acordadas na reunião de trabalho de 17/09.
22/09/2020: Reunião ordinária do Colegiado, em conjunto com o NDE, para deliberação dos
elementos operacionais para implantação do PLE.
2. PLANEJAMENTO DO PERÍODO
FACULDADE DE SERVIÇO SOCIAL

LETIVO

EXCEPCIONAL

(PLE)

NA

O Colegiado do Curso de Serviço Social, após amplas discussões entre seus membros
(estudantes, técnicos administrativos e docentes), deliberou pela adesão parcial ao PLE. Além
de não aprovar a oferta de disciplina obrigatória e atividades de Extensão decidiu também por
não inserir o Estágio obrigatório nas atividades acadêmicas não presenciais. Essa decisão está
pautada na análise da legislação profissional que versa sobre o Estágio Obrigatório em
Serviço Social e no reconhecimento das condições sanitárias durante esse período crítico da
Pandemia do Covid-19. Esse posicionamento contrário à realização do Estágio Obrigatório foi
explicado numa carta elaborada pela Coordenação de Estágio em Serviço Social e endereçada
aos assistentes sociais supervisores de estágio obrigatório. A Carta foi enviada para todos os
supervisores de estágio curricular obrigatório, socializada com o Conselho Regional de

Serviço Social de Alagoas – CRESS/AL e enviada para a Pró-Reitoria de Graduação da
UFAL – PROGRAD, via Memorando Eletrônico.
As Atividades Acadêmicas não presenciais aprovadas pelo Colegiado do Curso e o
NDE foram: 1) Disciplinas Eletivas; 2) Atividades Complementares (ACO) e 3) TCC 1 e 2.
2.1 Disciplinas eletivas. Foram ofertadas tanto as disciplinas já previstas no PPC 2007 e no
PPC 2019 como novas disciplinas propostas pelos docentes da Faculdade e aprovadas pelo
Colegiado. De acordo com a Resolução do CONSUNI Nº 34, a oferta de disciplinas eletivas
deveria ser flexibilizada para matrícula de discente de qualquer período, mas, no §1º do art.
15, recomendava que os alunos ingressantes e concluintes tivessem prioridade na matrícula
durante o PLE. Atendendo a essa solicitação, esses alunos se matricularam primeiro. Outra
decisão aprovada na reunião do Colegiado foi que uma mesma disciplina eletiva poderia ser
ofertada para mais de uma turma.
Dados do PLE: Foram ofertadas, ao todo, 15 disciplinas eletivas, sendo 4 delas disciplinas
novas, propostas por docentes da Faculdade. Conferir tais disciplinas de 1 a 4 no quadro
abaixo:

NOME DAS
DISCIPLINAS

1

Capitalismo,
Estado e Política
Social (54h)

DOCENTES
RESPONSÁVEIS

NÚMERO DE
SEMANAS

Edivânia Francisca
de Melo

10 semanas
Horário (noite)

1.Adriano
Nascimento Silva
2

3

Estado no
capitalismo
dependente
(54h)

Estado e regimes
políticos: fascismo
histórico e
neofascismo –
análises
comparadas (54h)

2. Elaine Nunes
Silva Fernandes

3. Thays Karolline
dos Santos Fidelis

Uma turma
1° ao 3° período

Duas turmas
12 semanas
Horário (tarde)

1° ao 3° período
4º ao 8° período

3. Thays Karolline
dos Santos Fidelis
1. Adriano
Nascimento Silva
2. Aruã Silva Lima

QUANTIDADE
DE TURMAS
OFERTADAS E
PERÍODOS
DOS ALUNOS

Uma turma
11 semanas
Horário (tarde)
1º a 3° período

4

5

6

7

8

9

10

11

12

Infâncias,
juventudes e
desigualdades
raciais
(54h)

Márcia Yara

Gestão da política
de assistência social
(60h)

1.Maria Alcina
2. Margarida
Santos
1.Maria Alcina

10 semanas
Horário (tarde)

Gestão,
financiamento e
controle de políticas
públicas
(60h)

Josimeire de
Omena

10 semanas
Horário (manhã)

1. Janne Alves
Rocha

10 semanas

Gerontologia Social
(54h)

Educação em
Direitos Humanos
(60h)
Questão Social no
Brasil
Contemporâneo
(54h)
Relações Patriarcais
de Gênero e
Serviço Social
(54h)
Segurança
Alimentar e
Nutricional e sua
interface com a
Saúde (60h)

Saúde mental e
Serviço social (60h)

2. Milena Gomes
de Medeiros
1. Elvira Simões
Barretto
2. Maria Adriana
Torres
Aruã Silva

10 semanas
Horário (noite)

Horário (noite)

Horário (manhã
e tarde)
10 semanas
Horário (noite)

13 semanas
Horário (tarde)

Andréa Pacheco de
Mesquita

10 semanas
Horário (tarde)

Wanda Hirai

10 semanas
Horário (tarde)

1. Sandra Barros
Lima
2. Rosa Lúcia
Prédes Trindade
3. Sueli Maria do
Nascimento

Uma turma
1° a 3° período
Duas turmas
4º a 8° período
Uma turma
4º a 8° período
Duas turmas
1° a 3° período
4º a 8° período
Uma turma
4º ao 8° período
Uma turma
1º a 3° período
Uma turma
4º a 8° período
Uma turma
4º a 8° período

Duas turmas
10 semanas
Horário (manhã
e tarde)

1º a 3° período
4º a 8° período

13

14

Trabalho na
contemporaneidade
Trabalho na
sociedade
contemporânea
(60h)

Mariana Alves de
Andrade
Reivan Marinho
Clarissa Raposo

10 semanas
Horário (tarde)

10 semanas
Horário (manhã)

Uma turma
4º a 8° período
Uma turma
4º a 8° período
Duas turmas

15

Terceiro Setor e
serviço social (60h)

Célia Porto

13 semanas
Horário (manhã
e noite)

1º a 3° período
4º a 8° período

Dessas 15 (quinze) disciplinas apresentadas, conforme quadro acima, 6 (seis) foram
ofertadas em duas (2) turmas, o que resultou na formação de 21 turmas. Outro dado
importante sobre esse item se refere à quantidade de vagas ofertadas para os alunos em cada
disciplina – o Colegiado propôs que fossem ofertadas, no mínimo, 10 e, no máximo, 20 vagas
em cada turma. Portanto, 21 turmas ofertando 20 vagas cada uma, gerou, ao todo, 420 vagas
em disciplinas eletivas para os alunos. Dessas 420 vagas, 419 foram preenchidas, ficando
apenas 1 (uma) vaga ociosa.
Além dessas 419 vagas em disciplinas eletivas no PLE, tivemos 28 matrículas em
disciplinas ofertadas em outros cursos da UFAL (23 alunos matriculados em Libras e 5
alunos matriculados na disciplina “Leitura e produção textual em língua portuguesa”) e mais
52 alunos matriculados na disciplina “Trabalho de Conclusão de Curso” (TCC) 1 e 2.
Portanto, obtivemos, no total, 499 vagas para os alunos de Serviço Social no PLE.
2.2 Atividades Complementares (ACO): A reunião do Colegiado do dia 22 de setembro
deliberou que todas as atividades complementares promovidas para os discentes do curso de
graduação da FSSO durante o PLE fossem certificadas pelos docentes, grupos de pesquisa,
projetos de extensão, PET, etc., responsáveis pela sua execução. Para fins de creditação no
histórico acadêmico, foi mantido o limite de 40% da carga horária total prevista no PPC 2019
e aplicada aos discentes dos períodos regidos pelo PPC 2007 (isto é, o máximo de 64 horas de
carga horária flexível para atividades realizadas por meio eletrônico, à distância). Os casos
excepcionais deveriam ser tratados individualmente pelo Colegiado.
Dados do PLE: Foram aprovadas 6 (seis) propostas de ACO, sendo 2 (dois) Minicursos, 2
(dois) Colóquios, 1 (um) Ciclo de Debates e 1 (um) Seminário. Vejamos no quadro abaixo:

PROPOSTAS

Minicurso:
Noções Gerais
sobre Segurança
Alimentar e
Nutricional
Minicurso Política
Nacional de
Sangue,
Componentes e
Hemoderivados
e o Serviço
Social

Ciclo de
discussão
temática

Colóquio
internacional
sobre o
bicentenário de
Friedrich Engels

II Colóquio
Internacional V
Colóquio
Nacional sobre o
Trabalho do/a
Assistente
Social

CARGA
HORÁRIA
DA
ATIVIDADE

8h

8h

10h

DOCENTES
RESPONSÁVEIS

PÚBLICO –
ALVO

PERÍODO DE
REALIZAÇÃ
O

Wanda Griep Hirai
e
Elaine Nunes

30 estudantes do
Curso de Serviço
Social dos
semestres iniciais,
preferencialmente

09, 16, 23 e 30
de novembro
de 2020

Josimeire de
Omena Leite

20 estudantes, do
4º ao 8º período,
do curso de
graduação em
Serviço SocialUFAL

4, 11, 18 e 25
de novembro
de 2020

Maria Cristina
Soares Paniago

12h

Thays Fidelis

15h

Rosa Prédes,
Maria Alcina
Lins, Virgínia
Borges,
Andrea Pacheco
(representante
CRESS)

Preferencialmente
estudantes de
primeiro e
segundo semestre
do curso de
Serviço Social, e
no máximo 10
estudantes.
O público será
nacional e
internacional, sem
exigência de grau
de formação
específica. Não
haverá
delimitação de
quantidade de
participantes.
O colóquio
reunirá
pesquisadores
profissionais e
discentes de pósgraduação e
graduação da área
de Serviço Social.
Estima-se atingir

10, 17 e 24 de
novembro, e
01
e 08 de
dezembro.

11 a 13 de
novembro de
2020

09 a 11 de
dezembro de
2020

cerca de 300
participantes por
atividade.
II Seminário
Nacional
Economia,
Política e
Dependência /
I Seminário
Internacional
Economia,
Política e
Dependência

Minicurso:
Leitura e
Produção de
Texto numa
perspectiva
discursiva

CICLO DE
DEBATES :
SERVIÇO
SOCIAL E
QUESTÃO
AGRÁRIA:
elementos para
pensar a
formação e o
exercício
profissional

48h

14h

30h

Adriano
Nascimento
Thays Fidelis

Maria Virgínia
Borges Amaral

Elaine Nunes
Silva Fernandes
Wanda Griep
Hirai

O público será
nacional e
internacional, sem
exigência de grau
de formação
específica. Não
haverá
delimitação de
quantidade de
participantes.

30 estudantes de
graduação em
Serviço Social e
de outras áreas, a
partir do 1º
período de curso.

20/10/2020 e
31/10/2020

03/12/2020,
10/12/2020 e
17/12/2020

500 pessoas, entre
discentes,
03/11, 05/11,
docentes, técnicos 10/11, 12/11,
, movimentos
17 e 19/11, 23
sociais, trabalhad
e 26/11/2020.
ores do campo e
da cidade.

2.3 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC 1 e TCC 2)
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC 1 e TCC 2): De acordo com a deliberação do
Colegiado, a Coordenação de TCC ficaria responsável por encaminhar ao Colegiado de
Graduação a projeção de novos trabalhos. A distribuição dos TCC’s entre os
professores/orientadores deveria ser realizada numa reunião plenária.
Dados do PLE: A distribuição dos TCC’s entre os docentes foi realizada de forma coletiva

numa Plenária da Faculdade. No que se refere à quantidade de alunos matriculados em TCC
1 e 2 no PLE, obtivemos o seguinte resultado: 26 alunos matriculados em TCC 1 (10 alunos
do turno diurno e 16 do noturno) e 26 alunos matriculados em TCC 2 (15 alunos do turno
diurno e 11 do noturno), totalizando 52 alunos matriculados em TCC no PLE.
2.4 Participação dos docentes da Faculdade de Serviço Social no PLE
A Resolução do CONSUNI Nº 34 definiu como opcional a participação de discentes e
docentes no PLE. Embora os docentes não fossem obrigados a apresentar atividades nesse
semestre letivo, tivemos uma adesão significativa deles nas três Atividades Acadêmicas Não
Presenciais propostas. Ficou acordado na reunião do Colegiado de 22 de Setembro que todos
os professores iriam orientar TCC. Temos, atualmente, 28 (vinte e oito) professores efetivos
lotados na Faculdade de Serviço Social, e mais 1 (um) professor substituto, ou seja, 29 (vinte
e nove) professores, no total. Em setembro, tínhamos 2 (dois) professores de licença.
Portanto, o corpo docente da faculdade foi reduzido para 27 professores. Desse total, 23
ofertaram atividades no PLE, sendo que a grande maioria, 22 professores, ofertou
disciplinas eletivas. Uma (1) docente ofertou somente ACO. Nesse sentido, tivemos apenas 4
(quatro) docentes que não apresentaram disciplinas Eletivas e ACO, mas orientaram TCC
e também estavam inseridos em outras atividades da faculdade, inclusive cargos de gestão.
Como pudemos constatar na tabela que apresenta as ACO’s, 9 (nove) docentes apresentaram
tanto disciplinas eletivas, como ACO.
Quanto à definição de horários das aulas síncronas e das atividades complementares, o
Colegiado propôs que os planos de ensino apresentassem a distribuição dos conteúdos por
carga horária semanal, respeitando os limites mínimo e máximo de semanas do PLE,
conforme disposto no art. 4º da Res. 34 (mínimo: 10 (dez) semanas/ máximo: 16 (dezesseis)
semanas). Foi sugerido que as disciplinas eletivas já previstas para 2020.1 mantivessem os
horários outrora planejados e tentassem equilibrar a oferta de aulas síncronas e de atividades
complementares entre os turnos matutino/manhã (M), vespertino/tarde (T) e noturno/noite
(N), sendo privilegiado o turno noturno.
Dados do PLE: A recomendação de equilibrar a oferta de aulas síncronas e das atividades
complementares foi seguida pelos docentes ao apresentarem seus planos de ensino. Outra
questão importante que devemos ressaltar é que o docente que lecionava a disciplina poderia
escolher a quantidade de semanas para as aulas síncronas – entre 10 e 16 semanas. Como
veremos no quadro abaixo, não conseguimos uniformizar a quantidade de semanas entre as
disciplinas – das 15 (quinze) disciplinas propostas no PLE, 11 (onze) realizaram as aulas
síncronas em 10 semanas, 1 (uma) realizou em 11 semanas, 1 (uma) realizou em 12 semanas e
2 (duas) realizaram as aulas síncronas em 13 (treze) semanas.

11

QUANTIDADE DE SEMANAS DAS
AULAS SÍNCRONAS PROPOSTAS
10 semanas

1

11 semanas

QUANTIDADE DE DISCIPLINAS

1

12 semanas

2

13 semanas

3. RESULTADOS DO MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DO PLE
3.1 Resultado dos formulários docente
O Formulário Docente para Monitoramento do Período Letivo Excepcional (PLE)
foi disponibilizado para respostas no dia 19 de novembro e ficou disponível até o dia 17 de
dezembro de 2020. Dos/as 23 professores/as que ofertaram atividades no PLE, 19 deles/as
responderam ao Formulário. Ao perguntar sobre as dificuldades em uma questão de múltipla
escolha, obtivemos 31 respostas, destas 7% afirmando não possuir dificuldades para realizar
as atividades acadêmicas no PLE.
Quanto às principais dificuldades registradas no Formulário, temos o seguinte
resultado: 26% expondo falta de habilidade com as tecnologias digitais; 19% de respostas
afirmando ter dificuldade com as metodologias propostas pelo ensino remoto; 16%
apontando problemas com a conexão de internet; 10% apontando a falta de equipamento
eletrônico adequado para realizar as atividades acadêmicas no PLE; 10% relatando
dificuldades por questões de saúde; 6% alegando insegurança quanto à participação dos
alunos nas aulas; 3% afirmando problemas com a oscilação da internet dos/as discentes e
3% relatando dificuldade por ter um tempo limitado para planejar as aulas e corrigir os
trabalhos.

PORCENTAGEM REFERENTE ÀS DIFICULDADES
SENTIDAS POR DOCENTES QUE ESTÃO PARTICIPANDO
DAS ATIVIDADES DE ENSINO NO PLE
Nenhuma dificuldade

10%

7%

Tempo limitado para planejar as aulas e
corrigiros trabalhos

3%

Insegurança da participação dos/as
alunos/as

6%

Dificuldade coma conexão de internet

Dificuldade com as metodologias

26%
16%

Dificuldade por quetão de saúde

Oscilação de internet dos/as discentes

Falta de habilidade comas tecnologias
digitais

3%
10%

19%

Dificuldade por não possuir equipamentos
eletrônicos adequados para realizar as
atividades acadêmicas propostas pelo PLE

Duas das questões do Formulário Docente eram abertas e deixaram, a critério do
professor, respondê-la ou não. A primeira solicitava que, caso eles se sentissem
confortáveis, relatassem melhor as dificuldades que estavam enfrentando durante o PLE.
Obtivemos 12 (doze) respostas sobre essa questão. A segunda questão solicitava que eles
dessem algumas sugestões para facilitar a realização das atividades acadêmicas remotas.
Como resultado, 18 (dezoito) sugestões foram computadas. Listamos, abaixo, as principais
dificuldades e sugestões dadas pelos professores nos Formulários.
3.1.1 Principais dificuldades enfrentadas pelos docentes
1) Instabilidade da Internet utilizada pelos alunos. Os docentes relatam que uma
parte significativa dos discentes acessam às aulas com pacote de dados, e a
instabilidade no acesso é uma constante, ficam "entrando e saindo" da sala virtual.
Muitos alunos acessam as aulas pelo telefone, a internet utilizada por eles é muito
instável. Os discentes sentem dificuldade também com o AVA e com as outras
plataformas disponíveis. Às vezes a conexão de alguns alunos está tão ruim que eles

não conseguem compreender o conteúdo abordado e muitos relatam que vão desistir
das disciplinas. Outros alunos também não podem apresentar trabalhos, pois usam
celulares simples, com baixa resolutividade. “De maneira geral, os alunos não
possuem webcam, além do microfone frequentemente apresentar problemas. Tais
dificuldades têm gerado uma participação reduzida do conjunto dos alunos nas
aulas, cuja frequência tem variado em torno de 40 ou 50%”.
2) Os alunos não acessam o AVA/MOODLE com frequência. Alguns alunos têm
dificuldade para acessar essa plataforma online, pois alegam que não têm habilidade
com a plataforma e o acesso a elas pelo celular é difícil.
3) Dificuldade para realizar as atividades acadêmicas no ambiente doméstico: essa
dificuldade é sentida, principalmente, pelas docentes que têm idosos e filhos
pequenos sob seus cuidados. As docentes percebem que o ambiente doméstico não é
o adequado para realizar uma aula e relatam a dificuldade de conciliar o trabalho
doméstico com as atividades acadêmicas online.
4) Falta de habilidades com as tecnologias digitais: alguns docentes relatam que
embora tenham realizado cursos de curta duração pelo PROFOR-UFAL para
aprender a utilizar as plataformas AVA (Moodle) e o Google Meets, ainda precisam
assistir vídeos no Youtube para conseguir acessar alguns recursos e têm a sensação
que precisam praticar bastante para adquirir uma maior habilidade com as
tecnologias digitais.
5) Falta de conhecimento sobre as atividades que realmente interessam e são
possíveis de serem realizadas pelos alunos: dificuldades para entender quais
atividades assíncronas poderiam interessar aos alunos.
6) Falta de estrutura do ambiente doméstico: alguns professores relatam que não têm
um ambiente adequado para realizar as atividades acadêmicas online, falta um local
reservado para isso. Alguns realizam suas atividades no quarto, faltam equipamentos
que possibilite uma melhor iluminação nesse ambiente.
7) Falta de participação e interação dos alunos nas aulas: Os docentes relatam que a
falta de participação dos alunos nas aulas faz com que estas sejam resumidas à
apresentação de conteúdos. “Não há um processo de troca como deveria existir. Os
alunos/as não conseguem interagir porque estão no trabalho, porque a conexão é
ruim ou por outro motivo correlato. Os/as docentes não conseguem saber o que eles
estão fazendo, se estão realmente acompanhando as aulas. Alguns poucos alunos
conseguem interagir e participar ativamente da aula”. Além disso, “o aspecto
estritamente teórico, que requer um grau intenso de concentração, não é compatível
com o ensino remoto”. Os/as docentes percebem ainda que alguns alunos devem
assistir às aulas “enquanto realizam outras atividades, e isso acaba dificultando

imensamente quaisquer formas de troca e partilha, mais comuns nas experiências
presenciais e necessárias para que o processo ensino-aprendizagem se efetive”.
8) Problemas de saúde e psicológicos relacionados ao ensino remoto e à pandemia:
alguns docentes alegam que sentem angústia em relação a essa nova forma de
disciplinamento do trabalho. Isso tem gerado ansiedade, dispersão. O medo de ser
infectado pelo coronavírus também tem sido uma preocupação constante.
9) Tempo limitado para realização das aulas síncronas: alguns docentes relatam que
o tempo exíguo para realização das aulas síncronas impede que eles lecionem todos
os conteúdos planejados.
3.1.2 Sugestões dos docentes para facilitar a realização das atividades acadêmicas
durante o PLE
Sobre as aulas síncronas:
✓ Criar um grupo de WhatsApp das turmas, pois isso facilita a socialização dos
materiais de estudo enviados pelo professor;
✓ Realizar acolhimento semanal com os alunos;
✓ Incentivar a participação de monitores nas aulas;
✓ Melhorar a escuta dos alunos no decorrer das aulas síncronas, estimulando a
interação entre eles e os docentes.
✓ Estimular a criação de um espaço de confiança e interação entre professores e
alunos nas aulas;
✓ Propor, para o próximo semestre, somente disciplinas eletivas e investir em
produção de texto.
✓ Inserir recursos interativos para facilitar a participação dos discentes
✓ Disponibilizar material de fácil compreensão, de preferência antes das aulas, para
os alunos acompanharem melhor a explicação dos conteúdos;
✓ Abrir a possibilidade de os alunos conversarem com os professores fora do horário
das aulas, seja via e-mail, pelo AVA ou via WhatsApp/telefone;
✓ Realizar reuniões pedagógicas para que os docentes possam socializar suas
experiências e trocar ideias sobre as várias propostas apresentadas, avaliando o grau
de exigência nas aulas e o aproveitamento dos alunos.

Sobre as atividades assíncronas
1) Ampliar as referências disponibilizadas aos estudantes, não se limitando a usar
apenas àquelas disponíveis nas plataformas e periódicos autorizados;
2) Propor metodologias variadas para o desenvolvimento de habilidades nas atividades
síncronas e assíncronas, diversificando, principalmente a oferta de atividades
assíncronas, tais como: textos, resumos, slides, estudos dirigidos, filmes,
documentários, palestras, lives, seminários, cursos e outros que possam proporcionar
o diálogo com os alunos e ampliar o conhecimento acadêmico.
3) Propor períodos mais longos para entrega dos trabalhos, retirar ou substituir as
atividades sugeridas para melhor atender às necessidades dos alunos, possibilitando
que a maior parte da turma realize as atividades propostas.

Sobre o uso das tecnologias digitais
✓ Realizar ou dar continuidade aos cursos de capacitação sobre tecnologias digitais, a
exemplo dos Cursos ofertados pelo PROFORD/UFAL;
✓ Propor a oferta de cursos referentes ao uso das tecnologias digitais também para os
alunos;
✓ Exigir da gestão da UFAL a melhoria das condições de acesso e funcionamento das
tecnologias para toda a comunidade acadêmica;
Sobre o uso das plataformas online
✓ Melhorar o funcionamento do AVA Moodle;
✓ Capacitar/preparar o aluno para os desafios e possibilidades do ensino remoto;
Melhorar seu acesso em relação aos recursos tecnológicos e à plataforma MOODLE.
Outras Propostas:
✓ Fornecimento de óculos de proteção para os professores, “pois o tempo dispendido em
frente aos aparelhos eletrônicos gera dores de cabeça constante e dores fortes nos
olhos; além de uma imensa fadiga”.
✓ Restringir as atividades acadêmicas às atividades de pesquisa e extensão.

✓ Pressionar os órgãos competentes da Ufal para garantir melhores condições de acesso
dos alunos ao ensino remoto enquanto durar a Pandemia: ampliar as bolsas, pacotes de
dados de internet, auxílios e o valor disponibilizado para comprar os equipamentos
eletrônicos necessários para os alunos assistirem às aulas e realizarem os trabalhos das
disciplinas;

3.2 Resultado dos formulários discentes
O formulário discente para Monitoramento do Período Letivo Excepcional (PLE) foi
disponibilizado para respostas no dia 19 de novembro e ficou disponível até o dia 17 de
dezembro de 2020. Como vimos anteriormente, tivemos, no total, 499 vagas para os alunos
de Serviço Social no PLE. 27 alunos solicitaram à Coordenação de Curso, até o dia 17 de
dezembro, o desligamento de disciplinas que estavam cursando nesse semestre letivo
excepcional. Desse modo, em dezembro, tínhamos 472 vagas preenchidas pelos alunos de
Serviço Social no PLE. No que se refere ao preenchimento do Formulário Discente de
Monitoramento do PLE disponibilizado para os alunos, obtivemos, até o dia 17 de
dezembro, 193 respostas.
No que se refere aos alunos que cursaram as disciplinas eletivas no PLE, 193
responderam ao formulário. Ao perguntar sobre as dificuldades em uma questão de múltipla
escolha, obtivemos 293 respostas, destas 17% afirmando não possuir dificuldades para
realizar as atividades acadêmicas no PLE.
Quanto às principais dificuldades registradas no Formulário, temos o seguinte
resultado: 28% registrando problemas com a conexão de internet; 18% afirmando
dificuldade com as metodologias propostas pelo ensino remoto; 15% relatando falta de
equipamentos eletrônicos adequados para realizar as atividades acadêmicas propostas pelo
PLE; 8% expondo falta de habilidade com as tecnologias digitais; 6% informando
dificuldade por questão de saúde; 4% alegando dificuldade financeira; 2% registrando
dificuldade com a quantidade de trabalhos solicitados e 2% expondo dificuldade de
concentração/aprendizado.

PORCENTAGEM REFERENTE ÀS DIFICULDADES
SENTIDAS POR DISCENTES QUE ESTÃO PARTICIPANDO
DAS ATIVIDADES DE ENSINO NO PLE
Dificuldade com a quantidade de trabalhos
solicitados

2% 2%

Dificuldade de concentração/aprendizado

15%
17%

Nenhuma dificuldade

Dificuldade com a conexão de internet

8%

Dificuldade com as metodologias

6%

Dificuldade financeira

4%

Dificuldade por questão de saúde

28%
Falta de habilidade com as tecnologias
digitais

18%

Dificuldade por não possuir equipamento
eletrônico adequado para realizar as
atividades acadêmicas propostas pelo PLE

Duas das questões do Formulário Discente eram abertas e não implicavam em
respostas obrigatórias. A primeira solicitava que, caso eles se sentissem confortáveis,
relatassem melhor as dificuldades que estavam enfrentando durante as aulas do PLE. 70
(setenta) alunos responderam a essa questão. A segunda questão solicitava que eles dessem
algumas sugestões para facilitar a realização das atividades acadêmicas remotas e 65
(sessenta e cinco) alunos responderam a essa questão. Como muitas respostas se repetiam,
listamos, abaixo, as principais dificuldades e sugestões propostas pelos alunos nos
Formulários.
3.2.1 Principais dificuldades apresentadas pelos alunos
1) Falta de local adequado/silencioso para estudar: alguns relatam que a estrutura
das casas e o barulho não lhes permite estudar e assistir às aulas com tranquilidade;
alguns precisam compartilhar dados de internet e espaços com outras pessoas da casa
que também estão realizando atividades remotas; alguns alegam que sempre
realizavam as atividades acadêmicas na Ufal.

2) Falta de equipamento eletrônico para assistir às aulas e realizar as atividades
solicitadas pelos professores: muitos alunos estão digitando, lendo e realizando as
atividades acadêmicas pelo celular; alguns reclamam que o equipamento que
possuem é velho e não suporta armazenar a grande quantidade de PDF’s, slides,
material de estudo, textos disponibilizados pelos docentes. Outros alunos alegam que
esse problema impediu a realização de várias atividades solicitadas pelos
professores.
3) Dificuldades de acompanhar as aulas síncronas: ausência de material visual
disponibilizado pelos docentes, falta de concentração nas aulas, dificuldade de
assimilar os conteúdos das mesmas. Alguns alunos alegam que fatores externos
também dificultam a aprendizagem – fatores emocionais, psicológicos, insegurança,
incertezas, etc.
4) Dificuldade para realizar as atividades assíncronas: dificuldade de fazer resumo
de vídeos longos, de realizar trabalhos em grupo. Alguns alunos reclamam da grande
quantidade de atividades solicitadas pelos professores, isso tem se agravado com as
péssimas condições da conexão de internet que muitos deles possuem, o que faz com
que eles saiam muito da sala virtual, perdendo partes importantes das aulas; outros
alegam que alguns docentes têm exigido atividades de estudo durante as aulas e isso
acaba atrasando o conteúdo programado para aquele dia; há também problemas,
relatados principalmente por mulheres, para conciliar as atividades de trabalho,
tarefas domésticas, cuidados com os filhos e as várias atividades exigidas pelos
professores.
5) Dificuldades dos alunos do 1º período em apreender conteúdos de algumas
disciplinas: alguns alunos do 1º período relatam que tiveram dificuldade para
assimilar alguns conteúdos das aulas, pois precisariam de um conhecimento prévio
sobre um determinado assunto. Alguns alunos de outros períodos que também
cursaram as disciplinas com os ingressantes chamam a atenção para esse problema e
percebem que os conteúdos ministrados deveriam ser programados e apresentados de
uma forma mais clara, para facilitar a compreensão de todos; além disso, alguns
alunos do 1° período alegam que têm dificuldade de assimilar certos termos usados
pelos docentes e que isso causava vários momentos de distração por parte deles, pois
eles não conseguiam acompanhar a aula; eles sentem também dificuldade de
compreender a forma como deve ser realizada algumas atividades, pois não tiveram
disciplinas anteriores que ensinassem a elaborar, por exemplo, resenhas, resumos,
fichamentos, etc.
6) Falta de habilidade com o uso das tecnologias digitais e apoio do NAC: um aluno
relatou essa dificuldade.
7) Dificuldade com o ensino a distância: alguns alunos alegam que os conteúdos das
disciplinas nessa forma de ensino são dados de forma muito rápida por causa do

pouco tempo que os professores dispõem para ministrá-los, por isso eles não
conseguem anotar nem assimilar todos os temas abordados.
8) Problemas com as plataformas online: alguns alunos relatam que têm muita
dificuldade para acessar e utilizar as plataformas. Reclamam do AVA e do Moodle,
pois os considera pouco didáticos, apresentando erros com frequência,
principalmente nas formações de grupos.
9) Problemas de saúde relacionados à pandemia e ao ensino remoto: vários alunos
alegam que a quantidade de atividades e exigências acadêmicas, de trabalho, de
organização da vida nessa época de pandemia têm causado crises de ansiedade,
estresse, e cansaço físico e mental.
10) Dificuldade para cursar as disciplinas durante o dia: alguns alunos reclamam que
não conseguiram se matricular em disciplinas no período noturno. Como eles
trabalham, tiveram dificuldade para assistir às aulas e realizar as atividades
solicitadas pelos professores.
3.2.2 Principais sugestões dadas pelos alunos para facilitar a realização das atividades
acadêmicas no ensino remoto
Sobre as aulas síncronas:
✓ Maior compreensão de alguns professores quanto ao acesso às tecnologias digitais
por alguns alunos. Muitos deles não conseguiram receber o valor, em dinheiro,
concedido pela UFAL para comprar equipamentos eletrônicos e por isso tiveram
dificuldade para assistir às aulas e realizar as atividades acadêmicas. Os alunos
afirmam que os professores também não devem exigir que os alunos deixem sempre
a câmera ligada durante as aulas, pois alguns deles não possuem uma conexão de
internet que favoreça essa interação, não têm equipamentos que possibilitem usar a
câmera e áudio e não se sentem em situação confortável para participar dessa forma
nas aulas;
✓ Melhorar o planejamento dos conteúdos que serão abordados durante o semestre
letivo. Deixar bem claro no final de cada aula o que será abordado na próxima
semana;
✓ Disponibilizar, antes da aula, um vídeo, um texto ou outro material para que os
alunos tenham contato com o conteúdo que será abordado no próximo encontro;
✓ Enviar os links das aulas por e-mail;
✓ Disponibilizar um número maior de disciplinas e vagas;

✓ Propor uma maior quantidade de semanas para realização das aulas. O período é
muito curto, dessa forma são passados muitos conteúdos num curto espaço de
tempo (cerca de 2h aula por semana);
✓ Propor disciplinas obrigatórias. Apenas 2 (dois) alunos fizeram essa solicitação;
✓ Disponibilizar aulas gravadas; autorizar a gravação de aula para sua futura
disponibilização em um drive;
✓ Possibilitar o acesso ao vídeo da aula, pelo menos 48h, pois se algum aluno não
conseguir acessar a aula pela falta de internet ou interrupção da mesma, ele poderá
assistir à aula depois. Disponibilizar o vídeo no youtube;
✓ Disponibilizar roteiros e resumos das aulas para os alunos, pois se algum aluno
perder a conexão da internet conseguirá acompanhar o assunto;
✓ Propor mais interação entre alunos e professores nas aulas síncronas, por meio, por
exemplo, de Seminários online;
✓ Separar as turmas por período ou, pelo menos, propor turmas exclusivas para o
primeiro período;
✓ Solicitar que os professores falem mais devagar nas aulas;
✓ Organizar aulas com propostas mais visuais, promover mais debates nas aulas;
✓ Propor disciplinas com poucos professores;
✓ Utilizar outras mídias digitais além das plataformas de vídeo conferência;
✓ Se os docentes tiverem dificuldades para utilizar novas plataformas, propor seleção
de monitor com experiência em mídias digitais;
✓ Realizar um único método avaliativo para cada avaliação bimestral.
Sobre as atividades assíncronas:
✓ Não propor trabalho em grupo;
✓ Propor atividades que sejam formatadas de maneira mais flexível, pois o celular não
oferece todas as ferramentas que existem no computador;
✓ Reduzir a quantidade e complexidade dos trabalhos avaliativos solicitados;

✓ Reduzir o volume de atividades, pois alguns alunos não possuem equipamentos
adequados para realizar as atividades solicitadas. Além disso, tem o fato de que,
reduzindo a quantidade de atividades aumentaria também o tempo para a leitura e
realização das atividades propostas pelos professores/as.
✓ Propor a realização de Estudos dirigidos (com ou sem nota), pois eles ajudam muito
a melhorar a compreensão sobre o assunto abordado, suscitando dúvidas que
poderiam ser sanadas nas aulas;
✓ Melhorar a organização das atividades assíncronas;
✓ Propor que o docente sinalize como está sendo o desempenho do discente durante
as atividades entregues;
✓ Explicar melhor aos alunos como devem ser realizadas as atividades propostas;
✓ Propor as atividades assíncronas com antecedência e dar um tempo maior para que
os alunos as entregue;
✓ Enviar as atividades assíncronas também para o e-mail pessoal dos alunos;
Sobre as plataformas online
✓ Propor que os docentes façam atualizações frequentes no AVA;
✓ Garantir o bom funcionamento das plataformas (MOODLE, por exemplo) visto que
é de fundamental importância para o recebimento do conteúdo, visualização das
atividades propostas e envio das mesmas.
✓ Não usar a plataforma MOODLE porque é difícil demais o acesso a ela. (um aluno
apenas fez essa proposta)
Sobre a melhoria da acessibilidade
✓ Melhorar a parceria com o Núcleo de Acessibilidade.
Sobre a melhoria da conexão de internet e aquisição de equipamentos eletrônicos
✓ Acompanhar e cobrar maior transparência da UFAL sobre os editais aprovados para
concessão de auxílios, Chips com dados de internet e equipamentos eletrônicos para
os alunos.

3.2.3 Resultado dos formulários para desligamento de disciplinas
No que se refere à quantidade de alunos que solicitaram desligamento da/das
disciplinas no PLE, considerando os dados dos formulários preenchidos e os enviados pela
Coordenação de Curso, obtivemos, no total, 27 pedidos. 4 (quatro) desses alunos solicitaram
o desligamento, via e-mail, à Coordenação de Curso, mas não preencheram o Formulário de
desligamento. Dos 23 alunos que responderam ao Formulário de desligamento de disciplinas
do PLE, obtivemos o seguinte resultado: 1º período – 7 alunos; 2º período – 4 alunos; 3º
período – 3 alunos; 5° período – 2 alunos; 6º período – 2 alunos; 7° período – 2 alunos; 8°
período – 3 alunos. Do 4° período não registramos nenhum pedido de desligamento.
Com relação aos motivos relatados pelos alunos para o desligamento das disciplinas,
temos o seguinte resultado: a maior parte deles, 10 alunos, alegou que a desistência de cursar
a/as disciplinas foi resultante da falta de equipamento eletrônico para realizar as atividades
acadêmicas propostas no PLE; 3 alunos relataram problemas com o horário das aulas; 6
alunos afirmaram que a desistência se deu porque começaram a trabalhar e tiveram
dificuldade para assistir às aulas e realizar as atividades solicitadas pelos professores; 3
alunos relataram que não se identificaram com o formato do ensino remoto; 1 aluno
afirmou que o motivo do desligamento estava relacionado a problemas de saúde e 1 aluno
alegou que o motivo da desistência da disciplina se deu por causa da grande quantidade de
atividades solicitadas pelo professor.
Problemas que não conseguimos avaliar:
✓ O número de alunos reprovados em disciplinas do PLE;
✓ As ACO’s;
✓ A quantidade de alunos que não conseguiu se matricular em disciplinas no PLE;
✓ O número de estudantes que terão previsão de defesa de TCC no próximo semestre e
que ainda precisam cursar disciplinas obrigatórias;
✓ A condição de trabalho e demandas dos técnicos administrativos;

SÍNTESE DA ANÁLISE DOS DADOS REFERENTES AO FORMULÁRIO
DISCENTE PARA MONITORAMENTO DO PERÍODO LETIVO EXCEPCIONAL
Com a implantação do Período Letivo Excepcional (PLE) na Faculdade de Serviço
Social (FSSO), em setembro de 2020, foi instituída/criada uma Comissão para o
Monitoramento e Avaliação do PLE. Para subsidiar a análise do processo, a comissão
elaborou três formulários online que foram disponibilizados para os docentes que ofertaram
disciplinas e para os discentes matriculados no Período Excepcional. É importante destacar
que um dos formulários foi direcionado para os estudantes que solicitaram desligamento das
disciplinas durante o período. Esta síntese tem como objetivo apresentar os primeiros
resultados dos dados coletados.
Ao analisarmos os dados dos 193 Formulários respondidos pelos alunos sobre o
Monitoramento do PLE, obtivemos 293 respostas em uma questão de múltiplas escolhas.
17% dos alunos responderam não possuir dificuldades para realizar as atividades
acadêmicas no PLE.
Quanto às principais dificuldades registradas no Formulário, temos o seguinte resultado:
28% registrando problemas com a conexão de internet; 18% afirmando dificuldade com
as metodologias propostas pelo ensino remoto; 15% relatando falta de equipamentos
eletrônicos adequados para realizar as atividades acadêmicas propostas pelo PLE; 8%
expondo falta de habilidade com as tecnologias digitais; 6% informando dificuldade
por questão de saúde; 4% alegando dificuldade financeira; 2% registrando dificuldade
com a quantidade de trabalhos solicitados e 2% expondo dificuldade de
concentração/aprendizado.
Quando comparamos esses dados com o principal motivo apresentado pelos alunos
que solicitaram o desligamento em disciplinas do PLE1 – falta de equipamento eletrônico para
assistir às aulas e realizar as atividades solicitadas pelos professores – percebemos que a
maior parte dos alunos de Serviço Social teve e terá, nos próximos semestres letivos remoto,
sérios problemas para assistir às aulas e realizar as atividades solicitadas pelos docentes.
É importante destacar que os resultados da Enquete realizada com os estudantes de
Serviço Social antes do início do PLE, em julho de 2020, já apontavam que os problemas com
a conexão de internet e a falta de equipamentos eletrônicos seriam os principais entraves
desse processo. Vejamos o que a Enquete demonstrou com relação aos equipamentos
disponíveis pelos alunos:
Com base nos dados, podemos afirmar que embora 66% dos estudantes
tenham acesso aos principais meios digitais de comunicação, 28% tem acesso
apenas a celular ou smartphone, 5% apenas computador ou notebook, e 1%
ao tablet. Isto demonstra o fato de que uma parcela significativa dos
estudantes – mais de um terço – só acessa a internet por meios digitais

1

Dos 23 alunos que responderam ao Formulário de desligamento de disciplinas do PLE, 10 deles alegaram que
a desistência de cursar a/as disciplinas foi resultante da falta de equipamento eletrônico para realizar as
atividades acadêmicas propostas no PLE.

limitados, sobretudo se considerarmos a complexidade do ensino através das
novas tecnologias educacionais2.

Além disso, outro dado importante presente na Enquete é o de que se esses meios
digitais necessários à realização das atividades remotas já eram limitados, o problema se
agrava quando ela constata que “do total pesquisado, 45% dos estudantes (...), ou seja,
praticamente metade dos estudantes tem que dividir o acesso aos equipamentos tecnológicos –
que supostamente usarão na modalidade de ensino remoto – com outras pessoas da casa”
Quanto à questão do acesso à internet, a Enquete também já trazia dados preocupantes.
Vejamos:
É importante ainda destacar que em relação à especificidade
da internet, embora 80% tenham acesso à banda larga, a
qualidade do que os estudantes consideram boa ou
excelente da internet limita-se a atender apenas 44% dos
entrevistados/as. Isto revela um acesso precário de mais de
50% dos/das discentes – com uma internet regular, ruim ou
péssima – comprometendo a qualidade de qualquer
(in)formação direcionada aos mesmos (Idem).

No geral, a Enquete já havia concluído que apenas 37% dos alunos de Serviço Social
afirmaram estar aptos para cursarem os componentes curriculares, a maior parte deles (63%)
afirmou que não tinha condições de acesso ou não podiam cursar os componentes
curriculares, seja por falta de condições materiais ou por falta de alguma motivação.
Esses problemas se tornam ainda mais grave quando analisamos os dados relativos ao
quantitativo de alunos da Faculdade de Serviço Social (Campus A.C Simões) que receberam
auxílios, equipamentos eletrônicos e dados móveis para realizar as atividades remotas durante
o PLE. Esses dados foram solicitados pela Comissão de Monitoramento e Avaliação do PLE
da Faculdade de Serviço Social à Pró Reitoria Estudantil (PROEST) e demonstram que
apenas 15 alunos receberam 2 (duas) parcelas de R$ 500,00 para comprar um equipamento
eletrônico; 19 alunos receberam o auxílio emergencial no valor de R$ 300,00 (pago até
dezembro de 2020) e apenas 35 alunos foram contemplados no Projeto “Alunos Conectados”
recebendo um “chip” com dados móveis de internet. Vale ressaltar que os “chips” só
começaram a ser disponibilizados pela Pró-reitora de Assistência Estudantil, para os
discentes, no dia 08 de dezembro. O atraso no recebimento dos dados móveis pode ter
contribuído para boa parte das queixas dos alunos com relação ao acompanhamento das aulas.
A avaliação desses dados nos leva a questionar a viabilidade da proposta da
Resolução, elaborada pela PROGRAD e aprovada pela Câmera Acadêmica, que estabelece o
Calendário Acadêmico-Administrativo para os semestres letivos de 2020.1 e 2020.2. Nessa
proposta a matrícula dos estudantes e a participação dos docentes nas atividades remotas são
obrigatórias. Portanto, todos nós, alunos, docentes e técnicos administrativos, apesar de
estarmos percebendo um novo momento de elevação dos casos e mortes por Covid-19, já
estamos previamente submetidos a uma sobrecarga de trabalho e estudo nunca antes

2

Relatório da Enquete: Condições de Acesso às Tecnologias das/os discentes do curso de Serviço Social da
Universidade Federal de Alagoas, julho de 2020:

vivenciada por nós da Faculdade de Serviço Social. E o que é mais preocupante ainda, sem ter
garantia alguma de melhorias nas nossas, já deterioradas, condições de trabalho e estudo.
Os dados apresentados nesse relatório demonstram que a forma como a modalidade do
ensino remoto foi instituída, desconsidera as condições objetivas para a sua realização. Apesar
de todos os esforços dos docentes e técnicos administrativos, desde o início do PLE, para
tornar possível a realização das aulas remotas, não conseguimos oferecer as condições
essenciais para que nossos alunos realizassem suas atividades acadêmicas com tranquilidade.
Muitos dos nossos alunos sofreram duplamente, com a Pandemia e todos os problemas que
dela decorrem, e com a sensação de não estarem conseguindo realizar as atividades solicitadas
pelos professores, pois a péssima conexão de internet os retirava constantemente das aulas;
não possuíam um ambiente silencioso/adequado para estudar, alguns precisavam mesmo
compartilhar o ambiente doméstico com outras pessoas da família que também estavam
realizando atividades remotas, o que piora ainda mais essa conexão; não possuíam um
equipamento eletrônico minimamente adequado para realizar as tarefas e assistir às aulas
(computador/notebook/tablet), e quando possuíam um aparelho telefônico que permitia
acompanhar às aulas, tinham dificuldade para ler os slides que os docentes apresentavam e
para ler todos os materiais, textos, e ver os vídeos, filmes, palestras indicadas, sem falar nas
dificuldades para armazenar todo esse material e digitar, pelo celular, as várias atividades
exigidas.
Todas essas dificuldades, associadas aos problemas externos, demandas do trabalho,
domésticas, de cuidados com crianças, pessoas idosas e doentes, têm agravado a condição de
saúde física e psicológica dos nossos alunos. Alguns deles alegaram ter desenvolvido crises
de ansiedade e depressão, situações comuns desse período de Pandemia, mas que vêm se
agravando também com o início do PLE.
Não podemos esquecer também que apesar dos nossos esforços para oferecer a maior
quantidade de vagas para os alunos nesse Período Letivo Excepcional mantendo apenas as
disciplinas eletivas, as ACO’s e TCC’s, não conseguimos ofertar disciplinas para todos os
alunos de Serviço Social que desejavam e alegavam, já na Enquete, possuir condições para
realizar as atividades acadêmicas remotas.
Teremos que refletir, portanto, a partir desses dados, quais atividades remotas
conseguiremos realizar nos próximos períodos letivos. No entanto, essa avaliação precisa
estar associada a uma resposta da PROGRAD/UFAL de como resolver os dois maiores
problemas relatados pelos alunos de Serviço Social – as dificuldades de acesso à internet e a
falta de equipamento eletrônico para realizar as atividades propostas pelos docentes.
Essa é uma preocupação que se agrava nesse tempo de crise estrutural do capital, pois
uma de suas consequências mais perversa, o corte dos gastos sociais, vem atingindo
diretamente as políticas públicas. O ministério da Educação já havia sinalizado no ano
anterior que a crise econômica provocada pela Pandemia do Coronavírus demandaria mais
cortes orçamentários destinados à política de Educação. No que se refere à Universidade
Federal de Alagoas, o corte de 24% no orçamento de 2021 já foi confirmado pelo Reitor em
entrevista ao Jornal Extra (11/01/2021). Nessa entrevista, o Reitor chamou a atenção para o
aumento das despesas futuras, quando do retorno às aulas presenciais e o cumprimento das
exigências de adequação dos Campis às normas sanitárias. Mas a preocupação maior deve ser
ainda durante às aulas remotas, pois o número de alunos da UFAL que precisam da

assistência estudantil é muito grande. No caso dos alunos de Serviço Social, como vimos, a
situação é bastante crítica. A maior parte deles depende dessa assistência para cursar as
disciplinas de forma remota, precisam de auxílios em dinheiro para se manter, de
equipamentos eletrônicos e de pacotes de dados de internet para participar das aulas e realizar
as atividades solicitadas pelos professores. Entendemos ser de fundamental importância
considerar os elementos socioeconômicos que estão relacionados ao processo de ensinoaprendizagem e de permanência estudantil. Neste contexto, concordamos com a ABEPSS
quando afirma que:
A desconsideração das condições objetivas para o uso do ensino remoto e, o
trabalho docente remoto dele decorrentes explicita, no entendimento da ABEPSS,
um elemento epidérmico que tem seu fundamento na radicalização do projeto
privatista de educação no país.3

Concluímos que a resolução desses graves problemas, que já comprometeram o
desempenho acadêmico de parte de nossos alunos em 2020, é urgente e precisa acontecer
antes do início do semestre 2020.1, que se iniciará no dia 22 de fevereiro de 2021.

3

ABEPSS, TRABALHO REMOTO EM TEMPOS DE PANDEMIA: em defesa da Graduação e PósGraduação em Serviço Social, 2020. Disponível em: http://www.abepss.org.br/noticias/abepss-suspencaocalendario2020-pos-370. Acessado em 16/01/2020.