PDU 2006 TEXTO PROFA MARGARIDA MARIA SANTOS - LIVRO 50 SSO EM ALAGOAS

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                    SOBRE A FACULDADE DE SERVIÇO SOCIAL

Margarida Maria Silva dos Santos*

INTRODUÇÃO
As comemorações dos cinqüenta anos de existência do curso de Serviço Social em
Alagoas criaram um clima propício à valorização cada vez maior da documentação.
Documentar é uma forma de preservação da memória, o que assegura o acesso de
gerações futuras e pesquisadores do presente a fatos cuja importância nem sempre é
perceptível no momento em que acontecem.
Por essa razão, tivemos a oportunidade de participar de uma mesa de depoimentos,
com a responsabilidade de realizar uma exposição sobre o processo de transição que se
concluiu em 2006, após a extinção do Departamento de Serviço Social e a criação da
Faculdade de Serviço Social. É importante lembrar que a criação do Departamento
aconteceu em 1972, quando da incorporação do curso de Serviço Social pela
Universidade Federal de Alagoas. Anteriormente o curso era mantido pela Escola de
Serviço Social Padre Anchieta de Alagoas, o que acontecia desde 1957, ano em que o
curso foi autorizado a funcionar em nosso Estado.
Coube-me a responsabilidade da exposição pelo fato de ter sido a professora a
desempenhar a chefia do Departamento em um momento de extinção deste cargo e de
haver assumido a direção da Faculdade no período em que se processava a implantação
de um novo modelo administrativo, com a exigência do encerramento das atividades do
Centro de Ciências Sociais Aplicadas, que até então congregava os departamentos de
Economia, Administração e Ciências Contábeis, além do departamento de Serviço
Social.
Com o novo formato de gerenciamento, à exceção de Serviço Social, os demais
departamentos, anteriormente vinculados ao CCSA, passaram a compor a Faculdade de
** Mestre em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Profa. da
Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas – UFAL. Chefe do
Departamento de Serviço Social no período de setembro de 2004 a janeiro de 2006.
Diretora da Faculdade de Serviço Social no período de janeiro a março de 2006.

Economia, Administração e Contabilidade – FEAC. Serviço Social passou a ser a
Faculdade de Serviço Social – FSSO.
Este artigo é uma versão mais completa da exposição que fizemos em 24 de
agosto de 2007, durante as comemorações alusivas ao cinqüentenário do curso de
Serviço Social, quando nos colocamos como porta-voz de todos os que se fizeram
partícipes de um processo que consideramos ter sido rico e enriquecedor. Dele
participaram professores, técnicos e alunos, coordenados inicialmente pela professora
Therezinha Falcão Freire, quando estivemos na condição de vice-chefe do
Departamento e, posteriormente, com a inversão destas posições, quando assumimos a
coordenação do processo, haja vista havermos assumido a chefia do Departamento.

1 – DEFINIÇÕES INICIAIS
Esclarecemos inicialmente que a criação da Faculdade de Serviço Social refletiu
um conjunto de definições institucionais mais amplas, tomadas a partir da realização do
Congresso Universitário, no final da década de 1990, e que representou a materialização
de um projeto de mudança alimentado na Universidade desde a década de 1980. Esta
pretensão de mudança teve a sua expressão mais clara em 1985, quando se instalou uma
Assembléia Universitária com o objetivo de “definir as diretrizes básicas da instituição,
estabelecer prioridades e delinear programas de atividades em vista das atividades
traçadas” (Jornal do Congresso Universitário, 1998, p.1). Os trabalhos desta assembléia
foram interrompidos logo após o processo de eleição para Reitor, no mesmo ano de
1985, e não foram mais retomados.
O projeto de mudança, por algum tempo deixado em segundo plano, foi
retomado com a instalação do Congresso Universitário, o que resultou de uma
convocação do Conselho Universitário, através da Resolução 08/97, datada de 23 de
abril de 1997. Fundamentava o projeto a compreensão dos congressistas no seguinte
sentido:
A atual estrutura da Universidade Federal de Alagoas tem implicado e
favorecido de tal forma a burocracia que chegamos ao ponto de uma
inversão de valores entre nossas atividades meio e fim. E se os papéis
de uma e de outra têm sido invertidos, o resultado disso traduz-se na
descaracterização da instituição enquanto academia cuja razão de ser
primordial é a produção de conhecimentos (Jornal do Congresso
Universitário, 1997, p.1).

O congresso objetivava a ampla reorganização administrativa da Universidade,
pretendendo extinguir a dualidade de atribuições e privilegiar as atividades acadêmicas,
com a redução do envolvimento de docentes em atividades burocráticas. Neste sentido,
conforme documenta o Jornal do Congresso, propunham-se as seguintes modificações:
→ Extinção dos Departamentos;
→ Extinção da função de Diretor de Centro;
→ Extinção da função de Chefe de Departamento;
→ Extinção da função de Coordenador de Curso;
→ Criação da função de Diretor administrativo;
→ Criação da função de Diretor Acadêmico;
→ Nova composição dos Colegiados de Cursos;
→ Nova composição do Conselho da Unidade Acadêmica.
Essas propostas suscitaram muitas discussões e sofreram modificações e as
adaptações necessárias no sentido de torná-las viáveis. Deste processo resultou a
aprovação da extinção dos departamentos a serem substituídos por Unidades
Acadêmicas. Desta forma, ao final da década de 1990, já estava definido o
desaparecimento de todos os centros e departamentos. Por conseqüência, estava definida
a extinção do Centro de Ciências Sociais Aplicadas e de todos os departamentos a ele
vinculados. Na nova estrutura, a relação dos cursos situados nas unidades acadêmicas,
com a administração central seria feita sem a intermediação anteriormente realizada
pelos centros.
Na mesma época – final da década de 1990 – também estava definida a
possibilidade de criação de um novo ente administrativo em substituição ao
Departamento de Serviço Social. Falamos em possibilidade porque a criação de uma
unidade acadêmica deveria resultar do preenchimento de uma série de requisitos, dentre
os quais podemos listar os seguintes:
a

Oferta de cursos: graduação e pós-graduação;

b

Produção acadêmica;

c

Número de alunos;

d

Número de professores;

e

Titulação dos professores;
f

Quantificação do pessoal técnico-administrativo;

g

Titulação do pessoal técnico-administrativo;

h

Projetos de extensão;

i

Disponibilidade de área para o desenvolvimento/instalação das atividades da
unidade acadêmica.

Mesmo diante de uma possibilidade, em setembro de 2001, através de ofício, a
chefia do Departamento, tendo como titular a professora Rosa Prédes, comunicava à
direção do Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA as seguintes deliberações,
tomadas coletivamente: o Departamento havia definido constituir uma unidade
independente, não se associando aos demais departamentos do Centro, e estava também
tomada a decisão de se denominar Faculdade de Serviço Social. Quanto à estrutura
administrativa, o Departamento propunha a seguinte composição:
■ Conselho, como instância máxima de deliberação;
■ Direção e vice-direção;
■ Núcleo administrativo;
■ Núcleo de apoio pedagógico;
■ Núcleos temáticos;
■ Coordenação de graduação;
■ Coordenação de pesquisa e pós-graduação; e
■ Coordenação de extensão.

2 – O ESTABELECIMENTO DO PROCESSO DE TRANSIÇÃO
Entre as definições iniciais resultantes do Congresso Universitário e o momento
das suas efetivas realizações, ocorreu um período de profícuos debates e redefinições do
que estava inicialmente proposto. Em conseqüência, somente em 2004 os departamentos
foram mobilizados para as providências necessárias à implantação da nova estrutura
administrativa da Universidade.
Naquele ano, os departamentos foram submetidos a um processo de elaboração de
um diagnóstico, correspondendo à primeira etapa de um Plano de Desenvolvimento a
ser assumido pelas Unidades Acadêmicas. Neste diagnóstico deveriam ser

desenvolvidos os seguintes tópicos: histórico do departamento; atividades de ensino, de
pesquisa e de extensão; resumo da produção científica, tecnológica e cultural da
comunidade acadêmica do departamento entre 2000 e 2003. A elaboração deste
diagnóstico foi coordenada pela professora Therezinha Falcão Freire, a partir da
mobilização e da contribuição de professores, alunos e técnicos do Departamento. Desta
produção destacamos alguns importantes elementos:
a Sobre o curso de graduação: O Curso de Serviço Social passou a integrar a estrutura da
Universidade Federal de Alagoas na década de 1970, quando se registrou o
encerramento das atividades da Escola de Serviço Social Padre Anchieta. Em
1972 criou-se o Departamento de Serviço Social, inicialmente vinculado ao
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. O currículo em desenvolvimento em
2004 estava em vigor desde 1994, expressando o resultado de um amplo processo
coletivo de debates realizados sob a orientação da Associação Brasileira de Ensino
e Pesquisa em Serviço Social - ABEPSS. Em 2004, o projeto pedagógico do curso
estava sendo reformulado e em processo de implantação, visando a adequação às
Diretrizes Curriculares Nacionais.
b Sobre o corpo docente: Em 2004 o Departamento contava com seis professores doutores
e dezesseis mestres, dos quais dez em processo de doutoramento; contava ainda
com a participação de quatro especialistas, estando, pois, em amplo processo de
qualificação de seu quadro docente.
c Sobre a pós-graduação: O Departamento desenvolvia uma série de projetos no âmbito
da pós-graduação lato sensu, destacando-se, neste sentido, os cursos de
especialização em Saúde e Serviço Social, Seguridade Social, além da
especialização em Gestão e controle social de políticas públicas. Em 2004 o
Departamento estava adotando providências para a implantação do seu curso de
mestrado.
d Sobre os projetos de pesquisa: O Departamento contava com dois grupos de pesquisa
registrados no CNPq: um deles sobre “Trabalho e Reprodução” e o outro sobre
“Serviço Social, trabalho e direitos sociais”. Os projetos contavam com o apoio
financeiro da FAPEAL e com bolsistas do PIBIC/CNPq/UFAL.
e Sobre a extensão: Neste item ficou evidenciada a fragilidade do Departamento e a
necessidade de se efetivar uma revisão conceitual e operacional, para a definição
do projeto a ser desenvolvido pelo Departamento, quando de sua transformação

em Faculdade. A extensão em desenvolvimento no Departamento assumia um
caráter pontual e descontínuo, o que era percebido nas atividades fartamente
desenvolvidas e registradas pelos docentes em seus relatórios de avaliação. O
Departamento, neste processo de transição, tomou como âncora o Núcleo
Temático da Assistência Social, apresentando-o como projeto maior de extensão
em desenvolvimento.
f Sobre o pessoal técnico-administrativo: Neste item registrou-se a existência de um
limitado quadro de funcionários, representando uma dificuldade a ser enfrentada
pela Faculdade. O volume de trabalho em desenvolvimento e a possibilidade de
sua ampliação a partir da redefinição administrativa que se vislumbrava,
sinalizavam para a necessidade de ampliação do quadro de pessoal técnicoadministrativo.

O Departamento de Serviço Social, por haver preenchido os requisitos colocados,
teve aprovada a sua proposta de transformação em Unidade Acadêmica e passou a
vivenciar o segundo momento do Plano de Desenvolvimento das Unidades Acadêmicas,
processo que envolveu todos os Departamentos da Universidade, sob a coordenação da
Pró-Reitoria de Planejamento.

3 – O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA FACULDADE DE SERVIÇO
SOCIAL
O Departamento de Serviço Social deveria elaborar um Plano de desenvolvimento
a ser assumido pela Faculdade em processo de constituição. O plano elaborado resultou
de uma construção coletiva da qual participaram professores, técnicos e alunos. Os
professores e os técnicos foram convocados em sua totalidade a contribuir com a
definição do que seria a Faculdade. Os alunos tiveram sua participação estimulada por
meio de divulgação em todas as salas de aula, com a solicitação da definição de
representantes por turmas, ficando aberta a possibilidade de participação a todos os
interessados em vivenciar aquela experiência.
Para a elaboração do plano o Departamento contou com a assessoria de
facilitadores da Pró-Reitoria de Planejamento, com o apoio da Direção do Centro de
Ciências Sociais Aplicadas e com a efetiva participação de professores, técnicos e

alunos, o que, em termos quantitativos, assim se expressou: dezesseis professores,
quatro técnicos e treze alunos.
Deste processo resultaram definições relativas a valores, missão, visão de futuro,
ambientes externo e interno, expectativas e objetivos da Faculdade. Ficavam assim
definidas algumas orientações que poderiam facilitar os trabalhos dos futuros gestores
do curso de Serviço Social. Aproveitamos o espaço deste artigo para tornar público o
que se definiu, conforme o documento “Faculdade de Serviço Social: plano de
desenvolvimento”, em relação aos seguintes tópicos:
■Valores:
Foram definidos os seguintes: liberdade, emancipação humana, eqüidade, justiça
social e democracia.
■ Missão:
“Promover a formação intelectual e cultural generalista e crítica do bacharel em
Serviço Social para atuar nas expressões da questão social, formulando e executando
políticas sociais, comprometido com o projeto ético-político da profissão por meio do
processo ensino, pesquisa e extensão”.
■ Visão de futuro:
“Ser uma Unidade Acadêmica autônoma (pedagógica e administrativamente),
financiada pelo poder público, para garantir uma formação profissional de qualidade nos
níveis de ensino, pesquisa e extensão e para responder às demandas oriundas da questão
social”.
■ Ambiente externo
Neste item foram identificadas situações classificadas como oportunidades ou
como ameaças.
As oportunidades identificadas foram as seguintes: reconhecimento da qualidade e
do compromisso do curso por parte da comunidade universitária; crescente mercado de
trabalho, especialmente no setor público; única instituição pública de ensino superior
com o Curso de Serviço Social no Estado de Alagoas; reconhecimento da qualidade do
curso de Serviço social por parte da categoria e da sociedade, através das inúmeras
demandas por projetos de extensão, formação e assessoria; articulação do Departamento
de Serviço Social com as entidades representativas da categoria, Conselho Regional de

Serviço Social – CRESS e Sindicato dos Assistentes Sociais – SASEAL; abertura das
instituições no tocante à oferta de campos de estágio para alunas(os) de Serviço Social;
ocupação competente do espaço da pós-graduação no cenário alagoano; demanda para a
interiorização do curso; constante demanda pelo curso, expressa na relação
candidato/vaga no vestibular; possibilidade de atendimento às novas demandas da
questão social na cidade e no campo; parceria com o Conselho Federal de Serviço
Social – CFESS; retomada de campos de atuação; articulação do Departamento de
Serviço Social com a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social –
ABEPSS.
As ameaças listadas foram as seguintes: tendência à pauperização discente
verificada nos últimos quatro anos, conforme pesquisa publicada na I Jornada Alagoana
de Serviço Social em 2003; redução dos recursos públicos destinados às IFES;
deficiência do ensino fundamental e médio; instalação de escolas privadas de Serviço
Social em Alagoas, voltadas para a formação profissional e para o mercado; Reforma
Universitária; política focalizada de distribuição de recursos financeiros; ampliação de
vagas nos cursos de qualificação do corpo técnico-administrativo; reposição de quadro
de servidores; política de extensão instável; ausência de política nacional de assistência
ao estudante; novas formas de privatizar a Universidade; implicações de concepções
privatizantes no projeto da Reforma Universitária; ausência de uma política salarial para
os servidores das IFES.
■ Ambiente interno: neste item foram identificadas situações classificadas pelo
grupo como pontos fortes ou pontos fracos, sendo eles os que apresentamos a seguir.
■ Pontos fortes: qualificação do corpo docente; implantação da pós-graduação
lato sensu e stricto sensu; produção acadêmica resultante de pesquisa; inserção dos
professores em projetos de extensão; compromisso do corpo docente com a qualidade
do curso; garantia de campo de estágio para todos os alunos; intensa publicação em
circulação local, regional, nacional e internacional; competência do corpo técnicoadministrativo; grupo de alunos inseridos no Programa de Iniciação Científica; garantia
de espaços coletivos como instância de decisão; convivência com a pluralidade de
conhecimento; conhecimento acumulado – história do Serviço Social em Alagoas;
grupos de pesquisa consolidados; experiência acadêmica consolidada no ensino, na

pesquisa e na extensão; inserção de professores em projetos de pesquisa – CNPq,
PROPEP, FAPEAL; referência em extensão universitária; marca (nome reconhecido).
■ Pontos fracos: espaço físico reduzido para atividades acadêmicas; número
reduzido de pessoal técnico-administrativo; desatualização do acervo documental,
biblioteca setorial deficiente; equipamentos de informática insuficientes, sem
manutenção e com funções limitadas; precárias condições materiais de trabalho; falta de
pessoas preparadas para manusear equipamentos; subutilização de equipamentos; status
inferior da extensão no Departamento; e falta de estruturação da extensão.
■ Expectativas. O grupo de trabalho definiu as seguintes expectativas para a
nascente Faculdade de Serviço Social: que as definições sejam coletivas, com o
envolvimento de alunos, professores e técnicos; propostas baseadas nos princípios da
qualidade de ensino e defesa da Universidade Pública; elaboração de um projeto
administrativo e acadêmico sintonizado com a realidade contemporânea e com as
diretrizes do exercício e da formação profissional; concluir o processo de planejamento;
garantir o planejamento a partir dos princípios da gestão pública; ter o público como
fundamento da metodologia; definição de uma estrutura que garanta uma democracia
interna; entender a unidade acadêmica como espaço de uma universidade pública,
democrática e de qualidade; assessoria na elaboração do Regimento Interno; fortalecer a
graduação: ensino, pesquisa e extensão; sintonia com o projeto ético-político do Serviço
Social; que o projeto da unidade possa ser gestado e avaliado coletivamente; relação
construtiva

entre

professor/aluno/técnico;

relação

unidade/Reitoria:

autonomia

financeira/suporte para o aluno/estrutura/funcionamento da Unidade; relação positiva
com professores de outros cursos e com os professores substitutos; convivência com os
alunos pautada na garantia de seus direitos; e qualificação dos servidores.
■ Objetivos
Pode-se entender que este item representa o núcleo das definições dos
participantes das reuniões de planejamento, considerando-se que, neste ponto, ficaram
definidos os compromissos maiores da Faculdade. São os seguintes os objetivos:
a

Fortalecer o ensino de graduação e pós-graduação;

b

Fortalecer a pesquisa;

c

Fortalecer a extensão enquanto espaço de processo formativo;

d

Estabelecer um modelo de gestão compatível com a proposta de unidade
acadêmica;

e

Ampliar o quadro de pessoal técnico-administrativo;

f

Estabelecer condições materiais favoráveis ao trabalho;

g

Estabelecer condições financeiras favoráveis ao trabalho;

h

Estabelecer canais de comunicação com os alunos;

i

Estabelecer canais de comunicação com a sociedade;

j

Melhorar a qualidade do atendimento aos alunos; e

k

Aperfeiçoar a estrutura administrativa da Faculdade.

4 – A INSTALAÇÃO DA FACULDADE DE SERVIÇO SOCIAL
Paralelamente ao processo de planejamento vivenciado pela totalidade dos
departamentos, sob a coordenação da administração central, que também se redefinia,
importantes deliberações foram adotadas pelos órgãos superiores – CONSUNI e CEPE
– visando à implantação das unidades acadêmicas em suas diferentes formas de
expressão: faculdades, institutos ou centros. Dentre as definições daquele momento,
podemos indicar as seguintes:
- Homologação do novo Regimento Geral da Universidade (16 de janeiro de 2006);
- Nomeação, em caráter provisório, dos chefes dos departamentos como diretores
adjuntos “pro-tempore” das novas unidades acadêmicas (16 de janeiro de 2006);
- Designação de Comissão Especial para elaborar as normas do processo eleitoral
dos dirigentes das novas unidades acadêmicas da UFAL;
- Estabelecimento de um calendário de eventos em que se estabeleceu 20 de março
como a data da posse dos dirigentes eleitos para as unidades acadêmicas em processo de
implantação.
No Departamento de Serviço Social, professores, técnicos e alunos se
empenhavam na adoção das providências exigidas para a instalação da Faculdade. Por
conta disso, participamos, na condição de coordenadora, de uma comissão de estudo e
redistribuição do espaço físico e da divisão do patrimônio material, até então
pertencente ao Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA. Este processo, nem
sempre fácil, foi acompanhado de perto e de forma respeitosa pela diretora do Centro,
professora Vera Porangaba, e pelos componentes do nosso Departamento, informados
através de documentação interna e de reuniões plenárias realizadas mensalmente.

Os móveis e os equipamentos em condições de uso foram divididos entre as duas
unidades em formação. O espaço físico, após um demorado processo de negociação,
ficou dividido de modo que a Faculdade de Serviço Social se instalaria no pavimento
térreo e a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, congregando três
cursos, passaria a ocupar o andar superior. Além da estrutura física, também foi
concebida uma estrutura organizacional, ficando estabelecida uma proposta com os
seguintes espaços:
■ Plenária da Faculdade, como instância máxima de deliberação;
■ Direção e vice-direção;
■ Secretaria executiva;
■ Órgãos operativos de apoio:
a) Coordenação de extensão: grupos de extensão e secretaria;
b) Coordenação de graduação: colegiado, coordenação de estágio, coordenação
de Trabalho de Conclusão de Curso, coordenação de avaliação curricular e secretaria;
c) Coordenação de pós-graduação: colegiados lato sensu e stricto sensu e
secretaria.
■ Órgãos operativos vinculados:
a) Grupos de pesquisa;
b) Núcleos temáticos.
A ocupação do espaço físico destinado à Faculdade foi pensada com os
integrantes do Departamento, contando com a assessoria do setor de arquitetura da
Prefeitura Universitária. A proposta resultante desse processo foi a seguinte:
> Uma sala para a direção e vice-direção, que funcionariam conjuntamente;
> Uma sala para a secretaria;
> Duas salas para aulas do mestrado;
> Uma sala para a biblioteca setorial, que abrigaria também o material do acervo
e atenderia os alunos da graduação e da pós-graduação;
> Uma sala para o Diretório Acadêmico;
> Uma sala para a coordenação de pesquisa e pós-graduação;

> Uma sala para a secretaria da pós-graduação;
> Uma sala para a coordenação da especialização;
> Três salas para grupos de pesquisa;
> Uma sala de multimeios;
> Duas salas para núcleos temáticos;
> Uma sala para o laboratório de informática;
> Um mini-auditório;
> Uma sala para a coordenação da graduação;
> Uma sala para a secretaria da coordenação da graduação;
> Uma sala para uso dos professores;
> Uma sala para a coordenação de estágio;
> Uma sala para a coordenação de avaliação permanente da Faculdade;
> Uma sala para a coordenação de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC;
> Banheiros;
> Copa;
> Espaço para cantina; e
> Espaço para livraria.
Com essa proposta, ficavam contemplados setores até então relegados pelo
modelo de gestão adotado até aquele momento. Referimo-nos aos seguintes espaços: a
graduação finalmente teria uma sala em que o coordenador poderia atender os alunos do
curso, e a secretaria estaria instalada em um espaço que ofereceria conforto e
distanciamento da documentação em relação ao público em atendimento; a extensão
contaria com um espaço, facilitando a coordenação de suas atividades e a sua
visibilidade; e o Diretório Acadêmico Arthur Ramos teria onde reunir seus integrantes.
Outros setores, como Coordenação de Estágio e de TCC, também estariam
contemplados.

Além dessas, outras atividades indispensáveis a ser implantadas

contariam com o seu espaço, como é o caso da comissão de avaliação, cuja importância
não se questiona na atual perspectiva da universidade brasileira.

Cumprindo o acelerado ritmo de instalação da nova unidade acadêmica, em 19
de fevereiro de 2006 realizou-se a primeira reunião plenária da Faculdade de Serviço
Social. Nesta reunião foram adotadas as providências necessárias à escolha da futura
direção, agendada para o dia 8 do mês seguinte.
Em 20 de março daquele ano foram empossados todos os diretores das unidades
acadêmicas integrantes da nova administração da Universidade Federal de Alagoas. A
Faculdade de Serviço Social passou a ser dirigida pelas professoras Ana Ávila –
Diretora e Mariluce Veras – Vice-diretora.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Faculdade de Serviço Social, no que concerne ao seu formato administrativo,
é o terceiro momento da história do Serviço Social no Estado de Alagoas. Esta história
se iniciou com a implantação da Escola de Serviço Social Padre Anchieta, em 1957;
teve o seu segundo momento com a trajetória do Departamento de Serviço Social na
Universidade Federal de Alagoas, iniciada em 1972, quando o curso foi incorporado a
esta Universidade; e tem um novo ciclo de sua história iniciado com a extinção do
modelo departamental e a implantação das unidades acadêmicas na UFAL.
Diferentemente dos momentos anteriores, a implantação da Faculdade
possibilitou um rico processo de discussão que envolveu docentes, técnicos e discentes.
Por se tratar de uma mudança que extrapola os limites da Faculdade, envolvendo toda a
universidade, podemos neste momento apenas reconhecer a sua complexidade, evitando
qualquer tentativa de avaliação. Se alguma coisa pode ser afirmada, isto se limita ao
processo que vivenciamos. Neste sentido, basta que analisemos o tempo utilizado para a
implantação das deliberações do Congresso Universitário e poderemos concluir sobre a
existência de uma morosidade inicial, superada pela imposição de um ritmo acelerado
nas ações, capaz, inclusive, de desrespeitar as diferenças e as dificuldades específicas de
muitos departamentos.
A transição experimentada pelo Departamento de Serviço Social em sua
metamorfose geradora da Faculdade de Serviço Social foi um processo facilitado pela
disponibilidade, pelo interesse e, acima de tudo, pelo compromisso de todos os que
participaram da experiência com o Curso de Serviço Social e, acima de tudo, com a
Universidade Federal de Alagoas.

REFERÊNCIAS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS. Jornal do Congresso Universitário.
Maceió: Coordenadoria de Comunicação, 1998.
______. Plano de desenvolvimento para as unidades acadêmicas: diagnóstico Serviço Social. Maceió, Departamento de Serviço Social, 2004.
______. Faculdade de Serviço Social: plano de desenvolvimento. Maceió:
Departamento de Serviço Social, 2006.